Relações familiares:
a construção da base humana e a convivência com os conflitos
As famílias atuais passam por conflitos gerados por inúmeros problemas.
A diferença entre as gerações, bem como a liberdade e o desejo de desbravar o mundo podem alterar o convívio entre pais e filhos. A formação familiar segue diferentes rituais de acordo com a cultura estabelecida em cada canto do mundo. Em comum, todas podem apresentar indícios de desintegração e abalo emocional entre seus membros.
A família é a base de qualquer pessoa. É por ela que trabalhamos nossa personalidade e que temos noção de mundo. A família é um espelho e a hierarquia leva essa idéia por gerações adiante. Entretanto, assim como qualquer relação que envolva mais de um indivíduo, sempre haverá conflitos que devem buscar soluções que não danifiquem o convívio dos parentes.
Cada ser humano é dotado de uma personalidade distinta. Dentro do ciclo familiar, tais diferenças podem causar alterações na convivência e principalmente na tolerância. Em meio a uma sociedade conturbada que vive rente ao materialismo e à rapidez com que tudo acontece e precisa acontecer, não é difícil encontrar conflitos dentro de casa. Um exemplo bastante comum é quando os pais precisam trabalhar o dia inteiro, então eles deixam os filhos com babás. Os filhos sofrem com a ausência dos patriarcas, mas criam independência cada vez mais cedo.
Mais preocupante do que apontar tais problemas é saber como solucioná-los. Ao mesmo tempo em que as pessoas vivem suas vidas, existe uma relação de dependência baseada nos moldes em que a sociedade foi acostumada. Uma família que vive no caos acaba sendo apontada como problemática, quando na realidade é quase impossível evitar os atritos. O ser humano busca respeito por sua individualidade, o que muitas vezes sofre interferência dos parentes.
Em jogo estão a solidez das relações, o amor e os princípios que regem a família. Os pais buscam por respeito à hierarquia, enquanto os filhos, muitas vezes jovens, questionam seus deveres familiares. Muitas vezes, relações caóticas atrapalham as gerações futuras, que se desenvolvem cheias de novas idéias e acompanhando a modernidade. O convívio é desgastante, as brigas são freqüentes e o entendimento nem sempre é satisfatório. Todos sempre acham que estão certos.
Para diagnosticar a melhor forma de convivência, é aconselhável acompanhamento psicológico para que a família possa prosperar as relações e manter o respeito e o sentimentalismo de seus entes. A terapia trata o vínculo dos membros de um grupo familiar e trabalha as relações entre os indivíduos. Isso faz com que o tratamento atinja as dificuldades de relacionamento da família como um todo.
A terapia dá relevância à estrutura familiar e é indicada em qualquer caso, seja devido a desavenças, individualismo, materialismo, conflitos hierárquicos ou conjugais, sexualidade, enfim. Independente do problema, o importante é buscar pontos comuns que venham à tona e tragam paz familiar.
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