O mercado de trabalho, a mídia, os relacionamentos e muitos dos mundos que nos cercam valorizam o jovem, magro, alto, com toda uma vida pela frente, em detrimento dos adultos maduros e até mesmo dos mais velhos e experientes.

Nosso país possui uma exuberância nata e, com ela, o culto ao corpo, ao alto astral e ao romance. Muitos olvidam que, em breve, estarão cruzando a fronteira dos 30, 40, 50 e por aí vai. Não obstante, ficamos presos aos 20 e poucos anos. Uma prisão da alma, do estilo, do modo de viver e de relacionar-se com o outro.
Ainda encontro amigas que agem como se estivessem no colégio, aprisionadas na adolescência e com os péssimos hábitos daquele período: a fofoca, futilidade e o pior de todos: a vaidade excessiva!!!
Que bom que já passamos dos trinta. Segundo Balzac, o auge da beleza e esplendor femininos gira em torno dos 30 anos.
Será que o célebre autor francês percebeu que, com a maturidade, nos tornamos mais seguras e interessantes?! Não temos mais a mesma plástica, se bem que hoje, dados os inúmeros recursos estéticos, podemos nos eternizar nos 18 anos, mas possuímos um charme maior. Atrativo que vem imbuído dos livros, cursos, relacionamentos e experiências que tivemos ao longo da vida.
Para o mercado de trabalho, esse cruel devorador de almas, temos uma realidade digna de um laudo psiquiátrico! Pois a esquizofrenia mercadológica consiste em buscar um jovem com excelente formação, um currículo extenso e larga experiência. E ainda disposto a ganhar bem menos do que os caciques consolidados no mercado. Afinal de contas como pagar o mesmo para um novato??
Como alguém tão jovem poderá ter o mesmo perfil de uma velha raposa do mercado?!
Infelizmente, essa dicotomia atinge também a esfera amorosa. Percebo que as mulheres de 30 e 40 quando se divorciam ficam no limbo para novos parceiros. Já os homens, mesmo aqueles decadentes do alto dos seus 70 e lá vai pedrada, ainda conseguem parceiras belas e jovens dispostas a uma relação.
Será que estamos em desvantagem?!
Simmmmm!!!!! Estamos em uma posição nada confortável e o pior de tudo é que alguns pontos foram fomentados por nós mesmas.
Como assim??
Quando não assumimos nossa idade, nossas rugas, nossas gordurinhas e menosprezamos todo o talento, tempo em leituras, viagens, namoros, trabalhos, cursos, erros e acertos de nossas vidas! Ter o bumbum maravilhoso ou seio lá no céu não podem ser mais importantes do que ser uma pessoa antenada, descolada, realizada profissionalmente e emocionalmente também.
Os homens irão nos achar muito, mais muito mais interessantes se pudermos mostrar o que temos de melhor – que vai além dos 20 e poucos anos!!