No mês das mulheres, fico a pensar nessa condição, nas mulheres de ontem e de hoje, em mim-mulher.
Ser mulher me fascina, porque percebo a força que pode ser realizada delicadamente.
Sinceramente, não sei se teria feito as revoluções que hoje me permitem usufruir tanto da vida. Me acho ao mesmo tempo guerreira (porque não desisto de meus sonhos), mas pacifista (porque não sou muito boa para revidar agressões). Certamente, não teria liderado movimentos feministas.
O que me resta é agradecer o curso da história, agradecer as que vieram antes de mim... E assim percebo como amo ainda mais todas as mulheres, e a minha condição atual de mulher.
Livre, amo comprometida. Comprometida, defendo a liberdade.
Podendo escolher entre a forma de amar e lutar num mundo competitivo, prendo-me ao amor e percebo que essa é a maior força.
Vejo o sexo feminino, e percebo que, quanto a mim, não há nexo na entrega, sem entrega. Minha alma, livre, acompanha o corpo na era da libertação sexual.

O mais legal é perceber que há mulheres diferentes de mim. Não é uma questão de ser pós-moderna, moderna, antiquada ou o que for, mas de escolha num mundo plural, em que podemos escolher, inclusive, ser igual.