“Um objeto muitas vezes nos dá uma boa pista do passado”, dizem alguns. Esses, ilustram o pensamento dizendo que: “os mais abastados guardam pequenas relíquias, jóias, e as mais variadas expressões da personalidade que, em coisas inanimadas se pode ter”;
e, por isso, “têm mais memória”.
Pode até fazer sentido; mas,há de se dizer que a genealogia também esclarece, enormemente, acerca das aptidões de nossos antepassados, assim como os defeitos, que a carga genética (sempre demandadora de aperfeiçoamentos) nos impõe. Que não deixa de ser um tipo de memória.
Assim, um pai com determinadas características, pode gerar alguém igual, ou exatamente contrário e refratário ao que fora geneticamente sugerido, fazendo a descendência optar por caminho diverso. A idéia é simples como olhar no espelho e não gostar do que vê. Ou seja, baseado nas experiências decidem-se. Se isso não é memória, é pelo menos o que parece identificá-la. Mas, dá pra ativar isso? E se dá, como ativar?
Uma idéia talvez eficaz, pode ser a seguinte: armazenar coisas e informações.
“Colocando o agora como as coordenadas (0,0,0,0)”
(1)*
. Todos os seres são possuidores de um legado que será experimentado por suas descendências, que aceitará ou não aquilo que está determinado nos gens. Como Jor-El, que guardou para Kal-El (O Superman), ensinamentos.

Falando disso, tem uns que dizem que “o que parece nos atrair sem uma razão determinada acaba nos dando, aliada à intuição, a capacidade de nos ver diferente; o que paradoxalmente é bem próximo do que fomos em termos ancestrais”; bom, não há dúvidas que viram “O Pequeno Budha” e ficaram viajando o filme inteiro na idéia. Mas, tá valendo.
Tem gente até mais ousada e especulativa, como aqueles que dizem: “que gerações são as oportunidade que se dá ao reencarnado. A nova chance dos conflitos e aceitações serem trazidos de volta, para serem trabalhados novamente”; em síntese, haveria uma nova oportunidade de evolução. Tudo bem.
Os mais espiritualizados (o remake de movimento “Nova Era” ou Anunciadores de Aquário ”) dizem diferentemente, o mesmo: “Atraímos aqueles com que já caminhamos em uma existência não mais para sanar débitos, mas para viver a plenitude do amor”.
Em suma, explicam o porquê de não ser raro ver netos de pessoas que no passado conviveram, convivendo, e celebrando aquele futuro sonhado por seus antepassados.
“Não havendo mais débitos, começa a abundância”, sentenciam.
Independente das correntes filosóficas, espirituais ou religiosas, não importa se a Idéia é Neo-psicolelic-pós-bug-do-milênio-iluminista”; ou se é “marxista exotérica”® - o que observei pelo mundo é que os mais ligados à tradição e voltados à família; os que tem paciência de ouvir os mais velhos; os que guardam, com carinho, objetos e lembranças de seus antepassados tendem a ter mais oportunidade de evoluir rapidamente. Se a questão se resumir à memória, como foi destacado, convém se lançar a campanha: “faça um back up para seu filho, em prol da evolução”. Ele agradecerá, eventualmente; “Ou não!”®
Um fraternal abraço.
O Autor.
(1)*
Cooper, Sheldon – “The Big Bang Theory”.